Roma Negra e a Arte do Afogamento
" Imerge nas correntes os que deliciam-se com as águas " - William Blake Todas as sendas tortuosas do gênio levam a cidade sem nome Esquecida pela falsa capital do tempo, condenada à submersão Comprimida na periferia da exterioridade Sim, falo de você Roma negra De você rompi na superfície desse mundo cemitério Nesse relatório póstumo intencionalmente pretensioso, declamo uma profecia retroativa: Chegará o dia em que essa lótus púrpura enraizada na baía de todos os santos caídos Tingida da cor daqueles que devoraram o sonhos do poeta psicodélico maldito Irá desabrochar suas pétalas escuras para o mundo Nós, nefilins aprisionados no breu do esquecimento Iremos abrir nossas asas fumacentas Voar com os corvos Com os cinco sentidos e a benção da eterna delícia Apontar as presas do númeno Afogar a Babilônia no ânus solar Não irão sobreviver em um futuro próximo Escrito por algum dependente quiímico de trioxina